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Prefácio Toca o telefone, seis da tarde, hora da Ave-Maria. - Roberto, é o Renato Zecca, tudo bem? Após os cumprimentos de praxe, entre dois amigos verdadeiros, o convite de Zecca para que eu prefaciasse seu livro. Honrado com tal distinção, eis-me escrevendo os afagos e as críticas à sua obra, porque prefácio que se preza precisa ajudar, simultaneamente, autor e leitor. Começando pelos elogios, confesso que os amantes da sensibilidade precisam deste livro. Os trabalhos que falam do amor, da fé, da esperança e da obrigatória vontade de viver, precisam ficar expostos na prateleira da alma. A sociedade de consumo cultua a busca neurótica de bens materiais, como se o “ter” fosse a única fonte de prazer. Renato Zecca propõe o resgate do afeto, página por página, com sua genialidade de publicitário escritor e navegante alto nível nos corredores inteligentes da Internet. Quem se debruça em seu trabalho de criação, encontrará respostas “nunca dantes navegadas”. Sobre o autor, meu grande amigo, uma observação apenas: trata-se de um dos homens mais inteligentes e afetivos que conheci na longa estrada da vida. Uma sociedade tecnocrata, como a brasileira, precisa de menos cultura de obras e mais obras de cultura. Abaixo o tecnicismo insensível e via a sensibilidade que tenta construir uma sociedade humanista. Renato Zecca é um patrimônio cultural de São José dos Campos e do Brasil. Seu livro o resgata e confirma sua importância social. Gostaria de criticar a extensão do seu trabalho. Poderia ser um livro acima de duzentas páginas. E também a pressa na confecção. No mais, a certeza que a vida continua, a sociedade mecânica ainda não nos derrotou, porque sempre desponta um Zecca aqui e outro ali, para impedi-la de roubar nossa alma. Que o livro seja devorado. O leitor chegará à última página com vontade de voltar à primeira e começar tudo outra vez. Foi o que aconteceu comigo! Roberto Gonçalves Sociólogo e Psicanalista |